segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A importância das guias na umbanda.










As guias são os colares feitos para serem usados nos trabalhos. É um elemento de ligação do médium com o espírito ou o Orixá.  São feitas de pedras coloridas e de cristal, ou sementes de árvores ou arbustos. Todos devem usar a guia do Orixá (Vibração Cósmica) e das entidades com quem trabalham. Existem também as guias daqueles que têm hierarquia dentro do terreiro. O pai ou mãe-de-santo usam suas guias com sete voltas. Existem pais de santo que não costumam incorporar com a guia de pai-de-santo. Tiram-nas antes de receber a entidade com a qual vão trabalhar. Guias feitas de plástico ou fantasia não têm imantação. Servem apenas como adorno.                                                                             
Usa-se ainda uma guia pequena no dia-a-dia, nas cores do Orixá. Serve como proteção diária.                                                                                                     

 IMPORTÂNCIA DAS GUIAS As guias têm várias finalidades. Quer servindo como arma de defesa para os cavalos que são obrigados a entrar em contato com diferentes modalidades do negativo ou para as entidades que delas necessitam para trabalho na eliminação de magia, para fluidos magnéticos e radioativos de vibrações. A rigor, as guias são preparadas obedecendo instruções das entidades chefes, pois elas sabem por que seus filhos de fé devem usar as guias de santo de cabeça. Fica para as entidades chefes dizer a cor e como deve fazer. Estes são os poderes das guias e não por enfeites.
Os bons Umbandistas que amam a Deus de verdade, devem seguir os rituais na mais pura fé, pois afinal de contas é o próximo que faz um médium evoluir muito rápido, como, perguntar a fé. Por este motivo, quanto mais o médium trabalha e dá de si tudo de bom, é um médium bem evoluído nessa Umbanda Mãe, que acolhe seus filhos cheios de pecados e vícios e os encaminha só para o bem. A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente de Vibração do Astral Cósmico e a Corrente de Vibração material dos médiuns. médium.
O Médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):

 - Guia de Oxalá: Dada ao médium como segurança, após o seu Amaci e Batismo na Lei                                                                                                                                        

- Guia do Obreiro: Dado ao médium em consonância com a Entidade que ficará responsável pelo médium.                                                                                                                             

 - Guia do Capangueiro: Dado ao médium, com autorização da Entidade (acima) responsável pelo mesmo, afim de elo de ligação entre o médium e o empregado (Exu) da dita Entidade.                               

 - Guia de Orixás: Guias de referência aos Orixás que mais influem no médium . (1o Adjutor e Adjutor Auxiliar).  
A - Pai de cabeça         B - Mãe de cabeça





Desdobramento astral.

assunto
DESDOBRAMENTO
AutorData Publicação
Narci Castro de Souza12/07/2001
Origem



Ao adormecer, a maioria das pessoas desdobra-se, isto é, deixa em corpo astral/mental ou perispírito o corpo denso de carne, e se desloca para lugares onde se encontra com pessoas afins, encarnadas ou desencarnadas. Outras vezes, é atraída pela força mental de entidades amigas ou inimigas. Pelas primeiras, a fim de receber lições, conforto ou auxilio. Pelas segundas, sempre com o objetivo de prejudicar alguém.
No entanto, a maioria dos que, ao se desdobrarem, conseguem ter experiências produtivas, ao retornarem para o corpo não conseguem lembrar-se do ocorrido sem o auxilio dos guias espirituais. Isto se dá porque, ao retornarem, não despertam logo, quedando-se adormecidos no corpo, mergulhados no mar de imagens mentais geradas durante o período de vigília, que apagam os registros das experiências.
É de suma importância que não adormeçamos sem, antes, elevar nossas vibrações através da prece, pois isto nos oferece proteção durante o sono.
Entidades negativas, muitas vezes, se aproveitam da falta de vigilância para incutir mensagens hipnóticas, que induzem um comportamento que não se teria sem essa interferência maléfica.
A seguir, narrarei algumas experiências muito interessantes e esclarecedoras vividas por mim em desdobramento astral.
Quando nos projetamos fora do corpo físico em corpo astral-mental, algumas vezes ao retornarmos, ficamos paralisados, e isto nos faz vivenciar uma experiência muito desconfortável. Isso se deve a um retorno precipitado, antes de nosso corpo físico recobrar o estado de vigília. Nossas funções motoras ainda se encontram adormecidas, desligadas pelo estado do sono.
O que fazer quando isto ocorre?
Relaxar e procurar sair outra vez, controlando a ansiedade. Quando objetivamos isto, às vezes, mergulhamos no estado de inconsciência que ocorre antes do desdobramento e, quando voltamos, tudo acontece de forma usual, isto é, não mais nos sentimos aprisionados a um corpo que não obedece a nosso comando. Outro recurso que podemos nos valer, é relaxarmos através de uma prece ao Cristo, e obteremos o mesmo positivo efeito.
Alguns relatos nos chegam sobre certas sensações que nos acometem, pouco antes de nos projetarmos: zumbidos, falta de ar, sensação de entrarmos em um torvelinho. Normalmente estas sensações tendem a desaparecer na medida que começamos a nos libertar da ansiedade provocada pela insegurança de que poderemos não conseguir retornar ao corpo físico o que é impossível de acontecer antes da hora de nosso desencarne que sempre é presidido por espíritos superiores.
Sobre as posições mais indicadas para se fazer uma projeção ou desdobramento consciente é a de decúbito dorsal, isto é de barriga par cima. Particularmente é nesta posição que me encontro sempre ao retornar após o desdobramento.
Não devemos exercitar a projeção astral fora dos períodos normais do sono., seja à tarde se temos este hábito, seja à noite. Devemos também sempre fazer uma prece que objetiva entrarmos em contato com nosso mentores e deles recebermos proteção. Lembremos que o mundo Astral pode ser muito hostil e nele não devemos nos aventurar sem proteção.
Bibliografia:
LIÇÕES RECEBIDAS EM DESDOBRAMENTO ASTRAL - Autora: Narcí Castro de Souza
PROJETANDO LUZ - UM GUIA DE APRENDIZADO ESPIRITUAL - da mesma autora
PROJEÇÃO ASTRAL - Valdo Vieira

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Uma lenda sobre Omulu-


Orixá da cura, continuidade e da existência !!!
Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ògún, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaê entrou, mas ninguém se aproximava dele. Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaê, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador. Obaluaê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.

Os filhos de Omulu.


O tipo psicológico dos filhos de Ọmọlú é fechado, desajeitado, rústico, desprovido de elegância ou de charme. Pode ser um doente marcado pela varíola ou por alguma doença de pele e é freqüentemente hipocondríaco. Tem considerável força de resistência e é capaz de prolongados esforços. Geralmente é um pessimista, com tendências autodestrutivas que o prejudicam na vida. Amargo, melancólico, torna-se solitário. Mas quando tem seus objetivos determinados, é combativo e obstinado em alcançar suas metas. Quando desiludido, reprime suas ambições, adotando uma vida de humildade, de pobreza voluntária, de mortificação.
É lento, porém perseverante. Firme como uma rocha. Falta-lhe espontaneidade e capacidade de adaptação, e por isso não aceita mudanças. É vingativo, cruel e impiedoso quando ofendido ou humilhado.
As filhas ou filhos de Omulu deverão tomar um banho de limpeza (amaci) com a pau-da-angola, que será colhidas uma segunda-feira, e numa lua crescente. O  banho deverá passar a noite no sereno para que ele possa absorver às correntes positivas enviadas pelo Cosmo. Antes do nascer do sol, coe o mesmo num pano bem limpo, e dentro de um alguida virgem.   

Dia de Omulu.

omolu 

sincretizado a São Lázaro ,Omulu  ,Obaluaiê ou Xapanã esta divindade é cercada de mistérios ,sendo a ela atribuída o poder de gerar e destruir doenças principalmente as relacionadas a pele  por isso também ele é chamado em algumas partes da àfrica de Xapanã por procar doenças que pipocam  nossa pele, o nome Xapanã significa aquele pode nos matar com  fogo  é muito temido e respeitado .Este orixá é filho de Nanã Buruquê  mas foi criado por Iemanjá  que o acolheu quando a mãe rejeitou-o por ser manco, feio e coberto de feridas,em yorubá seu nome Obaluaiê significa rei e dono da terra OBA significa Rei, ILU espíritos e AIYÊ significa terra, ou seja, Rei de Todos os Espíritos do Mundo. Ele lidera e detém o poder dos espíritos e dos ancestrais, os quais o seguem sendo considerado  senhor da vida e da morte uma vez que pode criar doenças e conceder também a sua cura .Omulu é representado manco  sua morada é isolada no meio da mata.Diz-se que junto com Ogum ele controla as estradas.Na mina Do Maranhão por causa do sincretismo Omulu está relacionado a vodum Acossi  São Lázaro .Esta Grande Potência Astral Inteligente.Tem sob seu comando incontáveis legiões de espíritos que atuam nesta Irradiação ou Linha, trabalhadores do Grande Laboratório do Espaço e verdadeiros cientistas, médicos, enfermeiros etc., que preparam os espíritos para uma nova encarnação, além de promoverem a cura das nossas doenças. 

Atuam também no plano físico, junto aos profissionais de saúde, trazendo o bálsamo necessário para o alívio das dores daqueles que sofrem.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Maranhão :A TERRA DOS VODUNS



 Um  texto retirado do trabalho de Sergio F. Ferretti sibre a encantaria maranhense :
Até a década de 1930 a religião e o nome vodum eram pouco conhecidos no Brasil.
A região da Costa da África Ocidental onde se localiza o antigo Reino do Daomé, era chamada
de Costa dos Escravos e também de Costa da Mina. Nesta região foi estabelecido pelos portugueses no
séc. XVII o Forte de São Jorge da Mina, localizado na atual República do Gana. Existe também na região
uma etnia denominada Mina. Os negros procedentes desta região foram conhecidos no Brasil como
negros mina e a religião dos voduns por eles praticada é conhecida até hoje, sobretudo no Maranhão e
na Amazônia, como Tambor de Mina. Existe uma música gravada pela cantora maranhense Alcione em
que aparece a afirmação de que “terra de mina é o Maranhão”.No Maranhão, o Tambor de Mina se desenvolveu a partir de duas casas  principais fundadas em meados do século XIX, que continuam atuantes até hoje, a Casa das Minas Jeje e a Casa de Nagô e de outros terreiros direta ou indiretamente relacionados com estas casas, como os antigos Terreiros do Egito, o Terreiro da Turquia e o ainda atuante Terreiro do Justino, fundados igualmente no século XIX. Algumas regiões do interior do Maranhão, como principalmente Codó, no Vale do Itapecurú e Cururupu, no litoral Norte, foram locais de concentração de grande número de escravose até hoje são focos importantes de difusão das religiões por eles trazidas da África e aqui mescladascom crenças em entidades de outras procedências.
A Casa das Minas Jeje exerceu e exerce grande influência até hoje, pelo prestígio de suas
vodunsis ou filhas-de-santo e pela contribuição no modelo de organização da religião dos voduns. Mas a
Casa das Minas não tem outros terreiros filiados ou que sigam diretamente suas tradições, tendo sido
sempre uma Casa única. Na Casa das Minas os cânticos são em língua jeje e os caboclos não são
cultuados. Da Casa de Nagô e de outros terreiros antigos é que derivam os demais terreiros de culto do
Tambor de Mina no Maranhão, que seguem seu modelo de organização religiosa e ritual acompanhada,
principalmente por dois tambores horizontais sobre cavaletes, denominados de abatas. A maioria dos
cânticos são língua nagô e em português e numerosos caboclos são invocados e cultuados. Nas casas de
culto mais antigas do Maranhão existe o costume de só dançarem mulheres que recebem as divindades
em transe. Os homens exercem outras funções relacionadas com a música e o sacrifício de animais. Nos
terreiros mais modernos, fundados em meados dos anos de 1950 é que os homens passaram a dançar,
mas em geral são em menor número do que as mulheres, embora haja notícias da presença atuante de
alguns homens nos terreiros desde os primeiros tempos.Na Casa das Minas Jeje, os voduns, em número de cerca de sessenta, se organizam em famílias  de divindades, a saber: família de Davice, da qual são conhecidos um total de 27 voduns e tobossis, ou  entidades femininas infantis. Estes voduns pertencem à Família real do Daomé até o rei Agongonu que  einou entre 1789 e 1797. Segundo pesquisas de Pierre Verger este culto teria sido trazido ao Maranhão pela rainha Nã Agontimé, viúva do rei Agongonu que foi vendida como escrava em virtude de conflitos   na família real. Nesta família destacam-se como mais conhecidos os voduns Toi Zomadonu, o dono da  Casa, Toi Dadarro, Toi Doçu, Toi Bedigá, Toi Daco e Nochê Sepazin e os voduns toquenos ou meninos, Tocá, Tocé e Jogorobossu. A Família de Savaluno, com um total de seis voduns e tobossis, que são nobres, amigos e hóspedes do dono da Casa, Toi Zomadonu. Destacam-se nesta família os voduns Toi Agongonu, Toi Zacá  e Toi Jotim. A Família de Dambira ou de Acossi Sakpatá, com 17 voduns e tobossis conhecidos, é o
panteon da terra, dos voduns que são reis caboclos, que curam doenças, especialmente da pele e cujo
culto é de grande importância na Casa. Destacam-se nesta família os voduns Toi Acossi, Toi Azili, Toi
Azonce, Toi Lepon, Toi Poliboji, Nochê Boça e Toi Boçucó. Há também as famílias de Quevioçô e de Aladanu, com um total de 15 voduns e tobossis conhecidos. A família de Quevioçô é a dos voduns nagôs, que são mudos na Casa das Minas e foram
trazidos para manter o culto dos nagôs entre os jejes. Destacam-se entre eles os voduns Nochê Sobô,
Toi Badé, Toi Liçá, Toi Loco, Toi Averequete, Nochê Abe, Toi Ajautó e Toi Avrejó. São os voduns dos
astros, dos ventos, das tempestades, do trovão e do sol. Entre estes alguns são conhecidos e cultuados
como orixás no Candomblé. Assim Badé equivale a Xangô, Sobô a Iansã, Abe a Iemanjá. Há também
alguns voduns de outras famílias com correspondentes no Candomblé, como Doçu que equivale a Ogun,
Toçá e Tocê aos Ibejis, Boça e Boçucó, a Oxumaré, Acossi que equivale a Obaluaê e alguns poucos
outros. A maioria dos voduns do culto mina jeje não possui correspondência entre os orixás nagôs.
Entre os voduns da Casa das Minas e em geral no culto dos voduns do Maranhão, não se dá
ênfase ao culto de Legba ou Exu, que na Casa é considerado como demônio, como responsável pela
diáspora e escravização dos negros. Assim Exu ou Legba são considerados como tabu no Tambor de Mina
e suas funções são discretamente assumidas por outras entidades como Surrupira, Légua Boji, os Turcos
e outras. Santa Bárbara é considerada a chefe dos terreiros de mina e Averequete é o seu delegado ou
guia. O vodum Toi Averequete, sincretizado com São Benedito, é considerado na Casa de Nagô e nos
terreiros de Mina Nagô, como o vodum que abre para a mata e chama as entidades caboclas. Na Mina do
Pará e no Terecô de Codó, Averequete é considerado também a entidade que traz os caboclos. No
Tambor de Mina do Pará e de outros estados, o culto aos caboclos está muito associado com os voduns e
orixás, o que parece concordar com a tradição daomeana de assimilação da religião de outros povos.Vemos que no Tambor de Mina não estão  presentes só práticas africanas, mas sendo uma religião afro-brasileira, inclui elementos de várias
procedências.
Crenças sebastianistas estão também presentes em certos aspectos da Pajelança e do Tambor
de Mina do Maranhão e do Pará. Existe a crença que el rey Dom Sebastião teria se encantado e vive com
sua corte na Praia dos Lençóis, próximo à Cururupu, no Maranhão, ou em outros locais e que no mês de
junho aparece encantado num touro e se incorpora nos médiuns durante rituais de Cura ou de Tambor
de Mina, havendo uma linhagem atuante da família de Dom Sebastião, com diversos nobres e caboclos
auxiliares.
No Maranhão o termo vodum é mais conhecido e utilizado do que orixá, seu equivalente em
nagô. Conforme informações transmitidas em trabalhos de Mundicarmo Ferretti, na Casa de Nagô e em
outros terreiros de origem nagô, são conhecidos e cultuados, entre outros os seguintes voduns: Sobô,
Averequete, Badé, Boça, Eowa, Navezuarina, Obaíla, Vondereji, Xadatã; os orixás: Iansã, Iemanjá, Nanã
Burucú ou Vó Missã, Obaluaiê, Ogum, Oxossi, Xangô, Xapanã; os gentis ou nobres: Rainha Bárbara
Soeiro, Dom João Soeiro, Dom João da Cruz, Dom José Floriano, Dom Luís Rei de França, Dom Miguel,
Dom Pedro Angaço, Rei de Junko, Rei de Nagô, Rei do Kotelo, Rei Sebastião (associado a Xapanã),
Rainha Rosa, Rainha Dina. São também conhecidos e cultuados entre outros as seguintes entidades
caboclas: Légua Bojí Buá, Baiano, Boto Velho, Caboclo da Bandeira (ou João da Mata), Caboclo Velho,
Chica Baiana, Corre Beirada, Guerreiro, João de Una, João do Leme, Luizinho, Mariana, Jarina, Pombo
do Ar, Preto Velho, Sebastiãozinho, Surrupira, Tabajara, Tapindaré, Tupinambá Tombasse, Zezinho,
Joãozinho, Pedrinho, Joaquim. O culto aos caboclos está muito presente no Tambor de Mina e há uma
infinidade de caboclos, assim o Tambor de Mina se aproximou com facilidade da Umbanda, da qual está
muito próxima.
Assim como os voduns mina jeje, a maioria das entidades cultuadas nos diversos terreiros de
Tambor de Mina, se agrupam em algumas famílias principais como a da Turquia, a do Rei Sebastião, a
família de Légua Boji, família da Bandeira e outras. Mundicarmo Ferretti, no livro Desceu na Guma
apresenta quadros de entidades espirituais recebidas em terreiros de São Luís, de Codó e famílias de
Caboclos do Tambor de Mina do Maranhão.
Entre fins do século XIX e inícios do século XX, sobretudo no período áureo da borracha na
Amazônia, a religião dos voduns se difundiu por diversos Estados, destacando-se o Pará, o Amazonas e
Rondônia onde temos maiores notícias de sua presença. Seth e Ruth Leacock e Chester Gabriel, entre
outros, apresentam importantes informações sobre caboclos e voduns em Belém e em Manaus
respectivamente. Levado por devotos provenientes destas regiões, desde as últimas décadas do século
XX, a religião dos voduns, tem se difundido principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro, em
Brasília, no Paraná e em outros Estados. Há também um ramo da religião dos voduns, especialmente de
tradição jeje Mahi, que se desenvolveu no Bahia e de lá se difundiu no Rio de Janeiro e em outros
Estados. Na Bahia o culto dos voduns é importante sobretudo em Salvador e em Cachoeira.
No Maranhão e em outras regiões, a religião dos voduns se aproximou de práticas religiosas de
outras procedências como a Pajelança e o Terecô. A Pajelança ou Cura se difundiu no Maranhão
principalmente a partir do Município de Cururupu, no Litoral Norte e se caracteriza pela presença de
um pajé ou pajoa que de posse de objetos rituais, como penacho, maracá e, amarrado com diversas
faixas coloridas, recebe diferentes entidades ao longo de uma noite. A entidades cultuadas pertencem
a diversas linhas de encantados como peixes, pássaros, princesas, caboclos, etc. e permanecem pouco
tempo, enquanto o pajé canta e dança toadas em sua homenagem. O ritual dura toda a noite sendo o
pajé algumas vezes substituído por outro. Os cânticos são entoados pelo pajé, repetido em coro pelos
presentes, acompanhados principalmente por pandeiros e palmas. A Pajelança é considerada como
parte da linha das águas doces, incluindo entidades predominantemente brasileiras, enquanto o tambor
de mina faz parte da linha da água salgada, com predomínio de entidades de origem africana. A
Pajelança inclui práticas terapêuticas e por isso mesmo foi perseguida como curandeirismo. No século
XIX pais e mães-de-santo eram denominados indistintamente de pajés, como mostra Mundicarmo
Ferretti.Terecô é um dos nomes pelos quais a religião afro-brasileira é mais conhecida na região de
Codó, no vale do Rio Itapecurú no Maranhão, de onde se difundiu por outros locais. O ritual assemelha se ao Tambor de Mina, com algumas diferenças nos instrumentos, nas vestimentas, no conjunto de
divindades e nos cânticos entoados. Destaca-se no Terecô a presença da família de Légua Bojí Buá com
seus diversos filhos, entre os quais Antônio de Légua, Coli Maneiro, Dora de Légua, Folha Seca,
Joãozinho, Joaquinzinho, Lauro, Lourenço, Manoelzinho, Maria de Légua, Mearim, Tereza de Légua e
muitos outros. Entre outras entidades recebidas em Codó, destacam-se Barão de Guaré, João de Una,
Leontino, Preto Velho de Angola e Rainha Rosa. No Maranhão e no Pará, a religião dos voduns, ou Tambor de Mina se aproxima da Umbanda e  também do Candomblé, religiões afro-brasileiras que se expandiram no país ao longo do século XX. No Maranhão, em decorrência de contatos com o Centro Sul, muitos terreiros se dizem de Umbanda porem  se diferenciam pouco do Tambor de Mina, exceto pelo predomínio de cânticos em português. Na  segunda metade do século XX, especialmente a partir dos anos de 1970, o Candomblé se difundiu  também no Maranhão, no Pará e na Amazônia, pela presença de contatos com a Bahia e com outras regiões do país, como Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O Candomblé passou a gozar de grande prestígio cultural sendo considerada como religião mais bem estruturada do que o Tambor de Mina, destacando-se a presença de vestimentas rituais específicos como paramento dos orixás, de cânticos em língua nagô, tradução de mitos africanos especialmente nagôs. Com a difusão do Candomblé nota-se a  valorização de uma ideologia de dessincretização e de africanização, destacando-se a presença de  mitos, cânticos, rituais, divindades e vestimentas de inspiração africana, que são considerados como sendo mais puros do que os rituais com entidades caboclas, comuns no Tambor de Mina. Esta valorização tem ocorrido sobretudo em grupos de culto que contam com a presença de pessoas mais ovens. Alguns encantados da Mina são mais conhecidos e cultuados no Pará, como ocorre com as
princesas turcas Jarina e Erundina, que parecem ter vindo de lá para o Maranhão, como registra a letra
de uma doutrina cantada em São Luís que diz: “Aê, e á, Jarina chegou do Pará.” Como no Daomé e no
Haiti, a religião dos voduns no Maranhão e na Amazônia, assume características próprias e as vezes
nomes específicos em cada região e muitas entidades são mais conhecidas e cultuadas em determinadas
localidades.