Vila Sarney -Maracanã.Ilha de São Luís do maranhão. Este blog é uma homenagem a um caboclo poderoso e a uma mulher poderosa que entraram em minha vida e mudaram o meu rumo dando um novo sentido a minha existência. Obrigada ao caboclo João de una e Rosa de xangô por sua fidelidade ,carinho e devoção. Lá no mar tem uma pedra que ninguém pode sentar. Lá só se senta João de Una. João de una, rei do mar. Salve o reino da encantaria Salve o caboclo João de Una.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
TENDA DE XANGÔ: FIRMEZA DA TRONQUEIRA
TENDA DE XANGÔ: FIRMEZA DA TRONQUEIRA: Muitos são os que chegam em um templo de Umbanda e se melindram, se assustam com as firmezas existentes na porta. Aquelas casinhas, conhec...
A importância de firmar nosso exu guardião.
Todos os que conhecem a Umbanda e os demais cultos afro brasileiros sabem que, antes de qualquer trabalho ser iniciado, é preciso ir até a tronqueira ou casa de Exu e firmá-lo, para que ele possa atuar por fora do espaço espiritual do templo (Tenda ou Ilê Axé), protegendo-o das investidas de hordas de espíritos “caídos” que estão atuando contra as pessoas que buscam auxílio espiritual e religioso que possa livrá-las dessas perseguições terríveis. Para que um trabalho transcorra em paz, harmonia e equilíbrio, e para que os guias espirituais possam atuar em benefício das pessoas e trabalhar os seus problemas, é preciso que tronqueira esteja firmada, porque assim, ativada, ela é um portal para o vazio relativo regido pelo senhor Exu guardião ligado ao Orixá de frente do médium dirigente do templo. Um Exu guardião é assentado na tronqueira, e vários outros são “firmados” dentro dela, sendo que estes estão ligados a outros senhores Exus guardiões de reinos e de domínios regidos por outros Orixás. Os outros não podem ser assentados, senão dois vazios relativos se abrem “ao redor” do espaço espiritual “interno” do templo, e a ação de um interfere na do outro. Um só Exu guardião é assentado, e todos os outros são só “firmados” na tronqueira, pois, se dois forem assentados na mesma, a ação de um interferirá na ação do outro vazio relativo aberto no “lado de fora” do templo. Assentar o Exu e a Pombagira guardiã no mesmo cômodo ou “casa de esquerda” é aceitável, porque o campo de ação dele se abre no “lado de fora” e o campo dela abre-se para dentro do “lado de dentro” do templo, criando apolarização com o campo do Exu guardião. O campo do Exu guardião é o vazio relativo que se abre no lado de fora do espaço espiritual interno do templo. O campo da Pombagira guardiã é o “abismo” que se abre para “dentro”, a partir do espaço espiritual interno do templo. Esses dois Orixás são indispensáveis para o equilíbrio de um trabalho espiritual, porque um atua por fora e o outro atua por dentro do templo. Um se abre para fora, repetindo o mistério das realidades, e o outro se abre para dentro, repetindo o mistério das dimensões. Exu retira do “espaço infinito” tudo e todos que estiverem gerando desequilíbrio ou causando desarmonia. Pombagira recolhe ao âmago do espaço infinito tudo e todos que o estiverem desarmonizando. São duas formas parecidas de atuação, mas Exu retira, e Pombagira interioriza. Comparando o espaço infinito com um vulcão, Exu seria o ato de erupção, quando ele descarrega a intensa pressão interna. Já a ação de Pombagira, seria a das rachaduras internas , que a pressão abre dentro da crosta, nas quais correm e acumulam-se toneladas de lava vulcânica, que se acomodam e, lentamente, se resfriam e se cristalizam, gerando enormes acúmulos de minérios e cristais de rochas. Exu e Pombagira são indispensáveis aos trabalhos espirituais, porque junto com os consulentes vêm todas as suas cargas energéticas e vibratórias negativas; suas cargas espirituais e elementais que sobrecarregam o espaço espiritual interno, que deve ter essas duas “válvulas” de escape funcionando em perfeita sintonia e sincronizadas com todo o trabalho que está sendo realizado pelos guias espirituais. Se essas “válvulas” estiverem funcionando bem, o trabalho realizado não sobrecarregará os guias espirituais que trabalharam pelas pessoas. Porém se não funcionarem corretamente, eles terão que recolher todas as sobrecargas e irem descarregando-as lentamente nos pontos de forças da natureza, mas à custa de muitos esforços. Portanto, com isso entendido, esperamos que os umbandistas entendam o porquê de terem que firmar seu Exu e sua Pombagira antes de abrirem seus trabalhos espirituais. Exu e Pombagira geram muitos fatores e executam muitas funções na Criação e, em algumas dessas funções, formam linhas de trabalhos espirituais. Eles também formam pares. Em algumas ocasiões são complementares; em outras, são opostos; em outras, são complementares e opostos ao mesmo tempo.
Só pelas suas funções aqui já descritas, tornam-se indispensáveis à paz, à harmonia e ao equilíbrio dos trabalhos espirituais realizados pelos médiuns umbandistas, tanto os realizados dentro dos centros quanto os realizados fora dele. Afinal, não são poucos os médiuns que, movidos pela bondade, vão até a residência de pessoas com graves problemas ou demandas para ajudá-las e, por não tomarem a precaução de firmar Exu e Pombagira antes de trabalhar para elas, ao invés de ajudá-las realmente, só pegam cargas que irão desequilibrá-los também. Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo com pinga, firmar as velas nos seus pólos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela. O mesmo deve ser feito com Pombagira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregadas. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho. Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em sua casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarr ego na natureza. São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz. Esperamos ter conseguido transmitir os fundamentos necessários para que o ato de “firmar” a esquerda não seja mal interpretado, e sim visto como indispensável para que bons trabalhos sempre sejam realizados, tanto em benefício próprio quanto dos nossos semelhantes.
Só pelas suas funções aqui já descritas, tornam-se indispensáveis à paz, à harmonia e ao equilíbrio dos trabalhos espirituais realizados pelos médiuns umbandistas, tanto os realizados dentro dos centros quanto os realizados fora dele. Afinal, não são poucos os médiuns que, movidos pela bondade, vão até a residência de pessoas com graves problemas ou demandas para ajudá-las e, por não tomarem a precaução de firmar Exu e Pombagira antes de trabalhar para elas, ao invés de ajudá-las realmente, só pegam cargas que irão desequilibrá-los também. Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo com pinga, firmar as velas nos seus pólos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela. O mesmo deve ser feito com Pombagira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregadas. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho. Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em sua casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarr ego na natureza. São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz. Esperamos ter conseguido transmitir os fundamentos necessários para que o ato de “firmar” a esquerda não seja mal interpretado, e sim visto como indispensável para que bons trabalhos sempre sejam realizados, tanto em benefício próprio quanto dos nossos semelhantes.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Para construir nosso congá.
A construção do congá ou santuário é algo muito pessoal e particular e deve ser adaptada ao gosto pessoal de cada medium e suas necessidades ,utilizando elementos adequados de acordo com a nossa fé ,algumas pessoas não utilizam imagens ,ao invés disso empregam objetos simbólicos da natureza que representam os quatro elementos , as forças dos orixás e guias espirituais .Transcrevo aqui uma orientação muito interssante da internet que acredito deverá ser útil aos interessados:
Ao montar um congá em casa(altar), deve-se ter critérios e saber pelo menos um pouco como misturar os elementos da natureza(Fogo, terra, ar e água). Um congá em casa, não segue os mesmos critérios do congá do terreiro, não se deve encher o congá de casa de imagens, pegando todos os orixás das 7 linhas e misturando-os no mesmo espaço.
Dicas para um congá correto:
Deve conter a imagem de Oxalá e a de seu Orixá de cabeça, nada mais, se quiser, pode adquirir somente a imagem de Oxalá, ja é suficiente.
Para consagrar sua imagem, leve-a ao terreiro para que um guia cruze-a, antes de colocá-la no congá.
A imagem deve ser limpa mensalmente, com água de rosas brancas no caso de Oxalá, deve ser mantida acesa uma vela branca e um copo com água, após suas orações você deve consumir essa água e depois substituí-la. É melhor que a vela seja de 7 dias e colocada em recipiente adequado, para evitar acidentes.
O conga, deve estar em um local onde não circule vento.
Se quiser colocar uma rosa branca também pode.
No altar, onde houver a imagem de Pai Oxalá, é terminantemente proibído colocar bebidas e velas coloridas, principalmente a vermelha e preta.
congá de ciganos, deve ser separado, jamais se coloca cigano junto com os outros Orixás, principalmente Pai Oxalá, pois os elementos são opostos em cores, a imagem de Santa Sara, deve ficar no altar dos ciganos, pois ela é cultuada como cigana, com cristais, fitas, suco de uva e elementos próprios a esses espíritos, não combina com os elementos de Pai Oxalá.
O congá de casa, deve ser o mais simples possível, com no máximo 3 imagens, nada de fazer de sua casa um terreiro e nem um velário.
O maior Santuário de um ser-humano, é seu coração, como anda o seu?
Boa sorte na montagem de seu congá.
Mãe Rosa de Xangõ.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A importância das guias na umbanda.
As guias são os colares feitos para serem usados nos trabalhos. É um elemento de ligação do médium com o espírito ou o Orixá. São feitas de pedras coloridas e de cristal, ou sementes de árvores ou arbustos. Todos devem usar a guia do Orixá (Vibração Cósmica) e das entidades com quem trabalham. Existem também as guias daqueles que têm hierarquia dentro do terreiro. O pai ou mãe-de-santo usam suas guias com sete voltas. Existem pais de santo que não costumam incorporar com a guia de pai-de-santo. Tiram-nas antes de receber a entidade com a qual vão trabalhar. Guias feitas de plástico ou fantasia não têm imantação. Servem apenas como adorno.
Usa-se ainda uma guia pequena
no dia-a-dia, nas cores do Orixá. Serve como proteção
diária.
IMPORTÂNCIA DAS GUIAS
As guias têm várias finalidades. Quer servindo como arma de defesa
para os cavalos que são obrigados a entrar em contato com diferentes
modalidades do negativo ou para as entidades que delas necessitam para
trabalho na eliminação de magia, para fluidos magnéticos e radioativos
de vibrações. A rigor, as guias são preparadas obedecendo instruções
das entidades chefes, pois elas sabem por que seus filhos de fé devem
usar as guias de santo de cabeça. Fica para as entidades chefes dizer a
cor e como deve fazer. Estes são os poderes das guias e não por
enfeites.
Os bons Umbandistas que amam a Deus de verdade, devem seguir os rituais na mais pura fé, pois afinal de contas é o próximo que faz um médium evoluir muito rápido, como, perguntar a fé. Por este motivo, quanto mais o médium trabalha e dá de si tudo de bom, é um médium bem evoluído nessa Umbanda Mãe, que acolhe seus filhos cheios de pecados e vícios e os encaminha só para o bem. A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente de Vibração do Astral Cósmico e a Corrente de Vibração material dos médiuns. médium.
O Médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):
Os bons Umbandistas que amam a Deus de verdade, devem seguir os rituais na mais pura fé, pois afinal de contas é o próximo que faz um médium evoluir muito rápido, como, perguntar a fé. Por este motivo, quanto mais o médium trabalha e dá de si tudo de bom, é um médium bem evoluído nessa Umbanda Mãe, que acolhe seus filhos cheios de pecados e vícios e os encaminha só para o bem. A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente de Vibração do Astral Cósmico e a Corrente de Vibração material dos médiuns. médium.
O Médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):
- Guia de Oxalá: Dada ao
médium como segurança, após o seu Amaci e Batismo na
Lei
- Guia do Obreiro: Dado ao
médium em consonância com a Entidade que ficará responsável pelo
médium.
- Guia do Capangueiro: Dado ao
médium, com autorização da Entidade (acima) responsável pelo mesmo,
afim de elo de ligação entre o médium e o empregado (Exu) da dita
Entidade.
- Guia de Orixás: Guias de referência aos Orixás que mais influem no médium . (1o Adjutor e Adjutor Auxiliar).
A - Pai de cabeça B - Mãe de cabeça
A - Pai de cabeça B - Mãe de cabeça
Desdobramento astral.
| assunto | |
|---|---|
| DESDOBRAMENTO | |
| Autor | Data Publicação |
| Narci Castro de Souza | 12/07/2001 |
| Origem | |
| ||
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Uma lenda sobre Omulu-
Orixá da cura, continuidade e da existência !!!
Chegando de viagem à aldeia onde nascera,
Obaluaê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os
orixás. Obaluaê não podia entrar na festa, devido à sua medonha
aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ògún, ao
perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um
capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a
alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaê entrou, mas
ninguém se aproximava dele. Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho.
Ela compreendia a triste situação de Obaluaê e dele se compadecia. Iansã
esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa,
dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com
suas ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de
palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de
Obaluaê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se
espalharam brancas pelo barracão. Obaluaê, o deus das doenças,
transformara-se num jovem belo e encantador. Obaluaê e Iansã Igbalé
tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos
dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as
demandas dos mortos sobre os homens.
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